Tuesday, November 13, 2007

“Pó de cometas” – As chuvas de estrelas

No próximo dia 17 de Novembro seremos contemplados com um dos espectáculos mais maravilhosos que o cosmo nos pode oferecer – uma chuva de estrelas.

As chuvas de estrelas devem-se aos detritos (poeiras e grãos rochosos) de cometas activos ou até mesmo extintos.

À medida que um cometa passa perto do Sol, vai perdendo material. Com a passagem do tempo, esses detritos espalham-se ao longo da sua órbita, formando um anel de fragmentos, tal como pretende ilustrar a figura.
Quando a Terra atravessa esses detritos, atrai-os; essas poeiras, devido à sua velocidade e ao atrito causado pela atmosfera, tornam-se incandescentes originando o fenómeno que no dia.-a-dia designamos por «chuva de estrelas».

Para os mais distraídos, isto é, para todos aqueles que não tenham lido atempadamente este artigo (tenham desta forma perdido este acontecimento astronómico), não se devem preocupar uma vez que a Terra se encontra mais ou menos no mesmo ponto da sua órbita na mesma data do ano. Desta forma, só deveremos estar mais atentos e ter em conta que no próximo ano, pela mesma altura, haverá nova chuva de estrelas.

O nome do enxame de meteoros está relacionado com a constelação em que se encontra o radiante (local do céu onde se observa o fenómeno). Assim, as estrelas cadentes que pertencem ao mesmo enxame, por exemplo, as Leónidas, provem da constelação Leão.

O máximo corresponde à altura do ano onde se prevê que haja uma maior queda por hora, e este ano os astrónomos esperavam uma intensidade muito grande de meteoros nas Leónidas, uma vez que a Terra em cada 33 anos passa por uma região muito densa de detritos. Agora só teremos de esperar até 2032!

Monday, May 21, 2007

Poeiras das Estrelas

O Homem desde os primórdios que procura dar respostas ao mundo que o rodeia!!


Uma das muitas questões que intrigou o Homem foi, de onde surgiram «todas» as coisas que se encontram na Terra, tais como, o ferro, as plantas ou até mesmo o próprio Homem?!!
Demócrito foi um desses Homens que há 2500 anos arranjou uma forma (aquilo a que os Físicos de hoje chamam modelo) para explicar o mundo que o rodeava.

Segundo Demócrito, desde o mais pequeno animal até à maior planta, ou até mesmo esta folha de papel, é constituído por pequenas partículas indivisíveis e invisíveis, a que chamou átomos.
Sabe-se hoje, que o modelo de átomo de Demócrito nada tem a ver com o actual, no entanto, manteve-se a "ideia" de que tudo é constituído por átomos.

Podemos até acreditar que assim o seja...! Mas afinal, onde são criados esses átomos que constituem tudo o que nos rodeia, incluindo nós???

A resposta encontra-se nas....




As estrelas são gigantescas fábricas de átomos, transformando o material segundo a qual são feitas (essencialmente hidrogénio) em hélio, num processo a que os físicos chamam de reacções de fusão e de acordo com o seguinte esquema:


Vejamos melhor como funciona a fusão: Os núcleos de hidrogénio (apenas com um protão) colidem uns com os outros e fundem-se para originar numa primeira fase o deutério, e posteriormente duas formas de hélio (o hélio-3 e o hélio-4). A energia libertada durante a fusão explica a razão pela qual as estrelas brilham!

A figura seguinte, ocorre numa fase posterior à da figura 3 e está a produzir o átomo de carbono (matéria prima dos seres vivos), que é mais pesado do que o hélio.

Por exemplo, para que a fusão do hidrogénio em hélio (ver figura 3) ocorra é necessário que a estrela atinja (por contracção gravítica) uma temperatura de cerca de 10 milhões de Kelvin (para ser transformado em graus Celsius basta subtrair 273.15), e essa temperatura terá de aumentar cada vez mais, caso queiramos produzir outros átomos, como o carbono (ver figura 4), o oxigénio ou qualquer outro mais pesado.



Deste modo, durante a vida de uma estrela, os elementos mais simples vão sendo convertidos em elementos mais pesados, originando desta forma átomos cada vez mais complexos.

A proliferação da diversidade de átomos pelo Universo está associada às várias etapas segundo a qual uma estrela passa, isto é, as estrelas, tal como os seres vivos, também nascem, crescem e morrem!

As estrelas como o nosso Sol encontram-se sensivelmente a meio da sua vida, e estão apenas a produzir hélio. Na Terra, há elementos mais pesados, como o ferro ou o cálcio, que fazem parte da nossa constituição. Assim, onde foram eles produzidos, visto que o nosso Sol não os produziu?

A resposta está nas estrelas mais maciças do que o Sol, que dispersaram pelo nosso Universo a sua matéria, através de explosões violentíssimas (as supernovas).

Para finalizar o artigo podemos concluir: somos «poeiras» das estrelas!!!

Wednesday, May 2, 2007

Obervação no pátio da Escola


No passado dia 20 de Março de 2007, depois de ser várias vezes adiada realizou-se finalmente a primeira observação do Núcleo de Astronomia da EBI de Vendas Novas, no ano de 2007.

As expectativas eram altas mas correu tudo bem apesar dos elementos do Núcleo ainda não terem muita experiência não houve problemas. Comparecerão muitas pessoas que fizeram o seu primeiro contacto com a astronomia.


O tempo atmosférico estava bom para se realizar a observação astronómica. Antes da dita observação o Prof. João Perdigão (coordenador do Núcleo de Astronomia) fez uma pequena palestra sobre astronomia e apresentou os objectos celestes que íriamos observar, e a seguir partimos para o campo de jogos da escola, onde observamos as Plêiades (M45), a Nebulosa de Orion (M46) e o Planeta Saturno.

A Observação foi um sucesso e já estão em mente mais algumas.

Ruben Carvalho

Tuesday, March 20, 2007

Observação Astronómica

Realiza-se, hoje, na nossa escola uma observação astronómica. Tudo indica que haverá condições atmosféricas propicias à mesma. Aparece, mas bem equipado (gorro e um casaco bem quentinho).

Para além de algumas estrelas duplas e as constelações características desta altura do ano, os objectos que vamos observar hoje são:

Saturno
Nebulosa de Orion (M42)

Plêiades (M45)




Friday, March 16, 2007

Primaver a chegar...

É já no próximo dia 21 de Março, pelas 00h.07m, que entramos na Primavera. Em termos astronómicos, corresponde à altura em que o Sol (eclíptica) cruza o equador celeste.


Equinócio significa «dia igual à noite», e a partir deste momento cada dia que passa é maior do que o anterior até ao solstício de Verão, altura do ano em que temos o Sol durante mais tempo acima do horizonte (dia maior do ano).

Funcionamento do Núcleo

O Núcleo de Astronomia funcionará semanalmente, segundo uma estrutura que assenta essencialmente em quatro tipos de actividades:

· Teóricas
· Oficinais
· Observação
· Forum

Nas aulas teóricas, os intervenientes têm a possibilidade de aprender conceitos não abordados no programa curricular do 7º Ano de escolaridade, na Unidade temática, “Terra no Espaço”, assim como, reforçar os conteúdos já aprendidos ou a aprender.

Nas aulas oficinais, os intervenientes têm a possibilidade de criar instrumentos para observação, tais como, planisférios, mapas, astrolábios, etc.

Nas aulas de observação, os intervenientes consolidam os conhecimentos aprendidos nas aulas teóricas, com os instrumentos desenvolvidos nas aulas práticas, e promovem a astronomia junto dos colegas, pais, escolas do concelho e outras associações/escolas.

Nas aulas de fórum os alunos são incentivados analisar os problemas ocorridos, procurar soluções e a propor novos métodos ou técnicas de observação, num ambiente de discussão participativa.

Programa a desenvolver no Ano Lectivo 2006/07

1. História da Astronomia

· Ptolomeu
· Copérnico
· Kepler
· Galileu
· Newton

2. Astronomia de posição

· Esfera celeste
· Sistemas de coordenadas
· Movimento anual aparente do Sol
· Fases da Lua
· Eclipses
· Distâncias

3. Instrumentos de Observação

· Binóculos
· Telescópio reflector e refractor
· Aberração cromática
· Noções de óptica básica

4. O Sistema Solar

· Formação e evolução do Sistema Solar
· Distinção entre planetas interiores e exteriores
· Estrutura e características dos planetas

5. Estrelas

· Propriedades físicas das estrelas
. Brilho
. Magnitude
· Evolução das estrelas
- Nascimento das estrelas
- Evolução das estrelas na sequência principal
- Morte das estrelas (anãs brancas, pulsares e buracos negros)

6. O Universo

· Estrutura ( Galáxias, aglomerados e superaglomerados)
· Via Láctea
· Quasares
· Tamanho do Universo
· Cosmologia ( Lei de Hubble, idade do universo, efeito doppler)

7. Astronomia Prática

· A leitura do céu
· Observação a olho nu
· Identificação de estrelas de referência
· Identificar constelações
· Orientar-se com o planisfério e cartas celestes
· Identificação dos planetas
· Observação da Lua
· Observação de nebulosas, aglomerados de estrelas e galáxias
· Observação de estrelas duplas
· Observação de "chuvas de estrelas"

8. Oficina de Astronomia

· Construção de:
- Planisférios
- Mapas do céu
- Nocturlábio
- Relógios de sol
- Bússola
· Relação Luz-lente
· Simulando a atmosfera de Vénus
· Temperatura à superfície dos planetas