Tuesday, February 23, 2010

Temperatura das Estrelas

A temperatura superficial de uma estrela está associada à sua cor e uma das maneiras de estimar essa temperatura consiste em “medir” sua cor.

A cor de uma estrela é obtida recorrendo a filtros. No presente trabalho, utilizamos duas imagens de NGC 957 nos seguintes filtros:

filtro B – transmite (deixa passar) radiação azul;
filtro V - transmite radiação amarela;

A comparação entre as razões dos fluxos obtidos em cada um dos filtros indica a cor da estrela

A partir da comparação dos fluxos é possível quantifica a cor das estrelas. Essa grandeza é chamada ÍNDICE DE COR, e é expresso pela diferença entre as magnitudes aparentes associadas aos brilhos aparentes registrados através dos filtros B e V:

IC = B – V

Obtido o índice de cor (IC), pode-se determinar a temperatura superficial da estrela por meio da “fórmula de Russell”, uma relação empírica desenvolvida pelo astrônomo americano Henry Norris Russell (1877 - 1957), que fornece a temperatura da superfície da estrela, em kelvin (unidade de temperatura do Sistema Internacional de Unidades: 0 K ~ -273 graus Celsius):

T (K) = 7.200 K / 0,64 + I.C.

No próximo artigo colocaremos os resultados obtidos.

Altura do Sol: 2ª Parte

Relativamente à actividade realizada no dia 2 de Fevereiro de 2010, os elementos do Clube de Astronomia concluíram que à medida que a altura do Sol é maior, a sombra do objecto (medido) é menor.

Verificámos também que o meio-dia solar (quando o Sol atinge a sua altura máxima) ocorre por volta das 12-14H. Desconhecemos a hora concreta a que o Sol atinge o meio-dia solar (diferente do meio dia obtido pelo relógio), devido às poucas medições que efectuámos.

Embora o número de medidas seja insuficiente, concluímos que no meio-dia solar o ângulo que o Sol faz com o chão é inferior a 35º, o que por outras palavras significa que nunca passa por cima das nossas cabeças.


Sofia Galveias

Tuesday, February 9, 2010

Altura do Sol: 1ª Parte

Na passada terça-feira, dia 2 de Fevereiro de 2010, os alunos do Cube de Astronomia realizaram uma experiência que consistiu em medir o tamanho de uma sombra de um objecto, ao longo de várias horas do dia.

Os resultados obtidos foram:

Hora Sombra (cm)
9.09 275
9.30 218
9.51 188
10.15 160
11.18 123
11.40 114
13.40 114
14.34 136
15.19 172
16.55 455

A partir dos dados anteriores construíram os seguintes gráficos:



No próximo artigo, será explicado quais as informações que podemos retirar da análise desses mesmos gráficos.

Monday, February 8, 2010

LEI DE HUBBLE

Na década de 20 do século passado, Edwin Hubble descobriu que todas as galáxias do universo estão a afastar-se de nós. Verificou também que quanto mais longe a galáxia estiver de nós, mais rápido ela se afasta.

Numa das aulas do Clube, os alunos utilizaram um elástico de borracha para simular um modelo unidimensional do nosso universo, concluindo deste modo que o Universo está em expansão como se de um balão se tratasse.

A imagem seguinte ilustra o anteriormente explicado, onde cada pinta no balão representa uma galáxia.

O gráfico seguinte traduz os resultados obtidos pelos teus colegas no decorrer da aula.

Da sua análise, foi possível aferir que está em conformidade com o obtido pelo Edwin hubble.

Tuesday, January 12, 2010

Balanço do primeiro período - Auto-avaliação elaborada pelos alunos

Este é o primeiro ano que frequento o Clube de Astronomia. Nos dois anos anteriores eu já tinha conhecimento da existência do Clube, mas pensava que era aborrecido, o que veio a provar o contrário, pois tem actividades práticas interessantes.
A actividade que mais gostei foi da fotometria com o programa informático SalsaJ, que veio a revelar-se mais fácil do que pensava.
Não houve possibilidade de realizar-se observações astronómicas porque não havia condições meteorológicas para realizar as mesmas.
Fizemos também um diagrama cor-magnitude utilizando dados fictícios de índice de cor.

Carlos Teles

Neste peíodo, o Clube de Astronomia iniciou-se com uma grande vontade de evoluir, por parte de todos os seus elemntos.
Assim, o Clube de Astronomia cresceu, dando as boas vindas a mais dois membros da comunidade escolar.
Na minha opinião o Clube está cada vez mais interessante devido ao grau das actividades, agora realizadas.
Este período foi caracterizado pelo conhecimentoe a união do grupo.
O Clube de Astronomia é verdadeiramente um centro de Conhecimento.

Carmen Vale de Gato

O Clube de Astronomia neste primeiro período foi muito educativo. Achei bastante interessante a fotometria de estrelas com o programa SalsaJ. Penso que através do Clube de Astronomia qualquer um pode “despertar” o interesse pela Astronomia ou pela Física, porque envolve muita física.
Apenas tenho a referir um aspecto negativo (menos positivo) que foi não podermos fazer observações nocturnas devido às más condições climatéricas.
No Clube de Astronomia também fizemos um planisfério em que conseguimos saber em que dia do mês/ano, conseguimos observar diferentes constelações; Fizemos também a construção de um diagrama cor-magnitude com dados de um índice de cor fictícios disponibilizados pelo professor e recorrendo ao Microsoft EXCEL.
O professor João Perdigão também nos deu duas actividades em que “vamos” analisar estrelas para medir nas férias; posteriormente será discutidos os resultados obtidos por cada um de nós.

Miguel Cartaxo

Este é o meu terceiro ano no Clube de Astronomia. Este primeiro período foi interessante, mas devido às condições climatéricas não foi possível realizar observações astronómicas.
As minhas actividades preferidas foram a construção do planisfério e dos diagramas de cor. Também gostei das palestras.

Miguel Loureiro


Este é o segundo ano que frequento o Clube de Astronomia, e tal como no ano passado, tenho gostado muito.
Na minha opinião, estou a gostar mais deste ano do que o outro, porque temos feito mais actividades praticas.
A minha actividade preferida este período foi a construção do planisfério e o trabalho feito no computador (actividade do diagrama cor-magnitude).
Espero que no próximo período continue a haver actividades praticas.

Patrícia Barbeiro

Estou a gostar bastante do Clube de Astronomia este ano. Adorei construir gráficos cor-magnitude. Gostei também de construir o planisfério celeste.
As sessões do Clube têm correspondido às minhas elevadas expectativas, porque combinam o conhecimento teórico com as actividades praticas.
Espero que no próximo período se realizem observações astronómicas porque são uma excelente forma de por em prática os nossos conhecimentos.

Sofia Galveias

Tuesday, December 15, 2009

Um Cientista veio à Escola…

No passado dia 3 de Dezembro de 2009, os alunos do Clube de Astronomia e as turmas do sétimo ano de escolaridade assistiram a uma palestra apresentada pelo Doutor e investigador André Moitinho, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Esta palestra mostrava o projecto GAIA – Formação e Evolução da Via Láctea (e além) em 3D.
O objectivo da palestra consistiu em dar-nos a conhecer que é possível medir com precisão (como nunca fora alcançado até hoje), as distâncias a que as estrelas se encontram de nós - recorrendo ao método da paralaxe estelar.

O método a aplicar neste projecto é tão preciso que permite medir uma unha (de uma pessoa) na Lua, ou por exemplo, medir o diâmetro de um cabelo a mil quilómetros de distância.
Gostámos muito da palestra, pois aprendemos conceitos de astronomia novos e ficámos a sentirmo-nos mais próximos da Agência Espacial Europeia (ESA) e dos projectos europeus.

Por outro lado, ficámos também a saber a ciência que tipo de ciência se faz em Portugal...
Miguel Loureiro
Patrícia Barbeiro
Sofia Galveias

Thursday, December 3, 2009

Fotometria com o SalsaJ

No passado dia 17 e 24 de Novembro, o Clube de Astronomia teve como actividade construir um diagrama de cor (V, B-V), para um enxame, utilizando um programa informático, o SalsaJ.


O trabalho foi elaborado pelos alunos em grupos de dois, visto envolver um conjunto de tarefas difíceis de realizar individualmente. Para terem uma pequena ideia, foi necessário identificar e medir a intensidade da mesma estrela em duas imagens obtidas por filtros diferentes…


A actividade foi realizada em duas aulas e da seguinte forma: A primeira fase consistiu em medir a intensidade das estrelas durante 10 segundos, isto é, em efectuar a fotometria das estrelas (cerca de 40) em duas imagens, recorrendo ao programa informático SalsaJ.

A segunda fase, que decorreu na aula seguinte, foi obter as magnitudes instrumentais das estrelas medidas a partir da intensidade obtida para essas mesmas estrelas pelo programa SalsaJ. Para isso, foi necessário introduzir os dados recolhidos da fotometria num documento Excel especialmente concebido para a ocasião.

Uma vez obtidos os dados, construímos o diagrama cor-magnitude dessa amostra de estrelas e concluímos que era um enxame aberto.

Os enxames de estrelas podem ser abertos ou globulares, dependendo do número de estrelas de cada um e da forma como se encontram gravitacionalmente ligadas.

Carlos Teles, 9ºC
Prof. João Perdigão